
A menos que a franquia com mais títulos da liga queira ser um mero coadjuvante nos playoffs, já passou da hora de reformular o elenco. Depois de perder a final de 2009-2010 para o rival Los Angeles Lakers, os celtas nunca mais conseguiram voltar aos trilhos. No ano seguinte, uma eliminação esperada, nas semi-finais, para o melhor time da conferência, Miami Heat.
Porém, perder para um candidato ao título apenas escondeu o que estava acontecendo com a equipe. A decadência é visível por parte dos principais jogadores. Kevin Garnett, até duas temporadas atrás, era um dos melhores defensores da liga. Não que hoje não seja, mas o ala-pivô não é nem sombra daquele de 2009. É claro que muito dessa queda se deve a troca do pivô Kendrick Perkins, que junto com KG, conseguiu formar um garrafão capaz de parar LeBron James e o Cavaliers.
Mesmo não sendo o mesmo, Paul Pierce é o que vem conseguindo manter uma regularidade. Talvez seja pelo fato de ser o mais novo, com 34 anos. Em médias, o ala não decaiu exageradamente. São apenas 0.9 de diferença para a temporada em que chegaram à final. Mas o que mostra essa considerável queda é o aproveitamento nos arremessos, 41%, sua segunda pior marca da carreira.
O mais velho é o ala-armador Ray Allen. Mas por seu jogo muito mais dependente da parte técnica, ele consegue manter a média, mesmo sendo a segunda pior média de pontos, atrás apenas da primeira temporada do jogador na liga norte-americana.

Situação difícil para o GM do Celtics, Danny Ainge, que até hoje é criticado pela troca de Perkins. Será que o correto é uma troca, enquanto os três ainda tem mercado, ou será que eles aceitariam assinar um contrato menor para dar mais espaço no teto salarial da franquia ?
Talvez o único que não seja trocado, é Paul Pierce, por todo o respeito e carinho dos torcedores, por um dos melhores jogadores. Foram, até agora, 14 temporadas dedicadas totalmente ao Boston Celtics, e um troféu de campeão. Mesmo depois de 10 anos sem conseguir, o ala foi paciente e mostrou amor ao clube, por ficar e conseguir, finalmente, o anel.
Agora, a bola da vez é o jovem armador Rajon Rondo. É hora da direção celta montar um time em torno dele. Ele já mostrou ser muito capaz de envolver os companheiros, distribuindo, de modo impressionante, o jogo.
Nos resta esperar para ver, o que será do Boston Celtics, uma das maiores franquias da NBA, daqui pra frente.

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